quinta-feira, 5 de julho de 2007

1791


"1791 - o último ano de Mozart" é um livro que nos chega pelas mãos de H.C. Robbins Landon que " sendo um dos mais conceituados estudiosos de Mozart, é justamente conhecido pela habilidade rara que possui para comunicar o entusiasmo da descoberta."
Estou neste momento a começar a ler este livro e posso dizer desde já que se apresenta muito completo em termos de factos promenorizados ligados com a época em questão, não só através de gravuras mas também por meio de documentos da época.
Gostei imenso da apresentação do autor (prefácio) e faço das dele minhas palavras:
"Haydn, o maior compositor coetâneo de Mozart, tem sido inúmeras vezes comparado com o seu colega mais novo, geralmente com desvantagem para o primeiro. Isto deve-se ao faco de a música de Haydn possuir algo que nos sugerer uma autocontenção; o compositor não nos convida a partilhar os seus problemas porque conseguiu reduzir esses problemas a um brilhante tour de force intelectual.
[...]Com Mozart, pelo contrário, o relacionamento é interiramente diferente: o compositor parece convidar-nos a visitar o seu mundo emocional, conduz-nos como que pela sua própria mão e leva-nos atrás dele,[...].Assim, as suas alegrias são as nossas alegrias, as suas penas são as nossas penas; e o mundo de inefável beleza outonal da música que compôs em 1791, quando os raios de Sol se inclinavam com toda a intensidade antes de se converterem em cerpúsculo e de anoitecer, é também o nosso mundo, talvez mesmo numa escala global (dada a situação actual do mundo).[...] ... a múscia de Mozart torna-se cada vez mais uma parte essencial das nossas vidas.
O drama das suas óperas, a sua revelação de verdade e beleza, que sempre foram perceptíveis em "As Bodas de Fígaro" e em "Don Giovanni", também hoje em dia o são com toda a força em "Cosí Fan Tutte" e a "Clemência de Tito", enquanto que o mistério de "A Flauta Mágica" e a sua majestosa conciliação de elementos à partida incompatíveis nos pareece cada vez como da maior relevância. O legado de Mozart, em suma, inclui-se entre as melhores justificações de todos os tempos para a existência de humanidade e talvez encerre, além disso, uma boa dose de esperança para a nossa sobrevivência até ao fim dos tempos.

H.C.R.L.

Château de Foncoussières,

Natal de 1986"

2 comentários:

  1. olha é admiravel a tua capacidade intlectual...magifico
    e sabes na realidade mozart passa os seus sentimentos e é assim k a musica tem sentido...
    abrx ta lindo o texto
    .........:) Leandro

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